Astronomia E Os Mistérios do Universo e da Vida

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).

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“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).
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Terra Blog

02.04.08

Somos únicos? Biologia, cultura e humanidade IV

Os Chimpanzés são nossos parentes mais próximos. Na verdade, em relação à variação específica do DNA, a diferença é de apenas 1,2%. A linhagem evolutiva que deu origem aos seres humanos e aos grandes primatas provavelmente teve uma divisão entre 7 milhões e 5 milhões de anos A.P.

A conclusão a que se chega com relação ao primeiro critério sugerido por Foley na seção anterior – grau de diversidade entre espécies próximas – mostra que as diferenças biológicas entre humanos e chimpanzés são pequenas, não explicando a possível singularidade da espécie humana quando comparada com as outras.

Origem da Moralidade.
O segundo critério indicado por Foley para a atribuição de uma característica única à nossa espécie seria a existência da cultura. Lamentavelmente, como salientou esse autor, parece haver quase tantas definições de cultura quanto antropólogos.

Um conceito que já utilizei anteriormente define cultura como o complexo de padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade.

Para começar, pode-se examinar, como o fez Frans de Waal recentemente, até que ponto as raízes evolutivas da moral poderiam ser encontradas nos chimpanzés ou mesmo no gênero Cebus de macacos sul-americanos, que ele vem estudando por décadas.

Aqui também, o primeiro problema a enfrentar é a definição de moralidade. De Waal adota a definição de A. MacIntyre, segundo a qual “moralidade é um fenômeno grupo-orientado nascido do fato de que dependemos de um sistema de suporte social para a sobrevivência”.

Ele também sugere que o domínio da ação moral pode ser resumido em duas palavras: ajudar ou (não) ferir, e que não se devem confundir convenções sociais com linguagem moral. Mesmo porque, com relação às primeiras, o que choca uma pessoa em determinada cultura pode ser perfeitamente aceitável em outra – por exemplo, a exposição dos seios ou outras regiões do corpo; ou as uniões homossexuais.

Os temas centrais de nosso tempo: pena de morte, aborto, eutanásia; cuidados com os idosos, doentes ou pobres; todos envolvem os problemas eternos de vida, morte, recursos e cuidados. A tabela 1 apresenta com mais detalhe as características da moralidade, relacionando-as com o que ocorre em humanos e chimpanzés.

Pode-se distinguir entre estes últimos sentimentos morais, porém, a preocupação de suas sociedades com esses sentimentos é menos sistemática, e o desejo de um comportamento moral internamente consistente é único à nossa espécie. Apesar de buscas nesse sentido, até hoje ninguém encontrou no planeta uma universidade de chimpanzés que estivesse investigando as diferenças e similaridades entre eles e os seres humanos.

Continua

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