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		<title>Astronomia E Os Mist&#233;rios do Universo e da Vida</title>
		<link>http://sbernardelli.blog.terra.com.br</link>
		<description>&#8220;A coisa mais bela que o homem pode experimentar &#233; o mist&#233;rio. &#201; esta a emo&#231;&#227;o fundamental que est&#225; na raiz de toda a ci&#234;ncia e arte". (Alberto Einstein).</description>
		<language>pt-BR</language>
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			<title>A mudan&#231;a clim&#225;tica depois de Bali</title>
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BRUCE GILBERT/EARTH INSTITUTE; MATT COLLINS
A mudan&#231;a clim&#225;tica depois de Bali Fa&#231;amos as contas: novas tecnologias com pre&#231;os acess&#237;veis podem evitar o aquecimento global e promover o crescimento. Por Jeffrey Sachs&#160; O acordo feito em Bali no &#250;ltimo m&#234;s de dezembro, para iniciar uma negocia&#231;&#227;o de dois anos a respeito da mudan&#231;a clim&#225;tica, foi uma boa not&#237;cia, um raro exemplo de coopera&#231;&#227;o internacional em um mundo aparentemente preso a uma espiral de conflitos. Os c&#237;nicos podem dizer que a &#250;nica conquista foi um acordo para conversar mais sobre o assunto, e seu cinismo pode vir a se confirmar. Ainda assim, a crescente compreens&#227;o de que medidas s&#233;rias de controle clim&#225;tico s&#227;o poss&#237;veis a custos modestos &#233; bem-vinda. A aritm&#233;tica est&#225; ficando mais clara. Se as na&#231;&#245;es ricas continuarem a ter renda crescente e as pobres sistematicamente reduzirem a desigualdade atrav&#233;s do desenvolvimento bem-sucedido, por volta de 2050 a economia global poder&#225; ter crescido seis vezes e o uso de energia, perto de quatro vezes. As emiss&#245;es antropog&#234;nicas atuais de di&#243;xido de carbono (CO2) giram em torno de 36 bilh&#245;es de toneladas por ano, das quais 29 bilh&#245;es s&#227;o resultado da queima de combust&#237;veis f&#243;sseis e processos industriais, e outros 7 bilh&#245;es, aproximadamente, s&#227;o decorrentes do desmatamento tropical. Grosso modo, cada 30 bilh&#245;es de toneladas de emiss&#245;es aumentam os n&#237;veis de CO2 em cerca de duas partes por milh&#227;o (ppm). A concentra&#231;&#227;o atmosf&#233;rica atual do CO2 est&#225; pr&#243;xima de 380 ppm, tendo partido de 280 ppm no in&#237;cio da era industrial, em 1800. Assim, para atingir 440 ppm na metade do s&#233;culo &#8211; n&#237;vel plausivelmente &#8220;seguro&#8221;, em rela&#231;&#227;o a suas prov&#225;veis conseq&#252;&#234;ncias para a mudan&#231;a do clima, mas apenas 60 ppm maior que o n&#237;vel atual &#8211; as emiss&#245;es cumulativas precisariam se manter em cerca de 900 bilh&#245;es de toneladas, ou algo como 21 bilh&#245;es de toneladas por ano, em m&#233;dia, at&#233; 2050. Essa meta pode ser atingida com o fim do desmatamento &#8211; em termos l&#237;quidos &#8211; e um corte de um ter&#231;o nas atuais emiss&#245;es resultantes de combust&#237;veis f&#243;sseis. Aqui est&#225; o desafio. Ser&#225; poss&#237;vel que a economia mundial utilize quatro vezes mais energia prim&#225;ria ao mesmo tempo que diminui as emiss&#245;es em um ter&#231;o? Continua </description>
			<link>http://sbernardelli.blog.terra.com.br/a_mudanca_climatica_depois_de_bali_1</link>
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			<title>A mudan&#231;a clim&#225;tica depois de Bali</title>
			<description>A quest&#227;o, em termos aritm&#233;ticos, &#233; reduzir as emiss&#245;es de CO2 por unidade de energia prim&#225;ria para cerca de um sexto de seu n&#237;vel atual. Isso pode parecer uma tarefa intimidante, mas na verdade &#233; perfeitamente poss&#237;vel. Vamos nos lembrar que cerca de 80% do uso total de energia vir&#225; de um n&#250;mero pequeno de tipos de fontes: a produ&#231;&#227;o el&#233;trica (40%), ve&#237;culos (25%), ind&#250;stria pesada, inclusive a de cimento, ind&#250;strias petroqu&#237;micas, de refino e de a&#231;o(10%) e aquecimento de edif&#237;cios (10%). Uma estrat&#233;gia central promissora parece ser a seguinte: a eletricidade precisa tornar-se virtualmente livre de emiss&#245;es, por meio da mobiliza&#231;&#227;o em massa de energia solar e nuclear, e da captura e aprisionamento do di&#243;xido de carbono de usinas a carv&#227;o. Com uma rede el&#233;trica limpa a maior parte das outras emiss&#245;es tamb&#233;m pode ser controlada. Em menos de uma d&#233;cada autom&#243;veis h&#237;bridos recarreg&#225;veis na rede provavelmente far&#227;o 40 km por litro. A eletricidade limpa poderia produzir hidrog&#234;nio para ve&#237;culos movidos com c&#233;lulas de combust&#237;vel e substituir aquecedores e fornalhas de calefa&#231;&#227;o residencial. Os grandes emissores industriais poderiam ser obrigados &#8211; ou estimulados pela tributa&#231;&#227;o de licen&#231;as comercializ&#225;veis &#8211; a capturar suas emiss&#245;es de CO2 ou a migrar parte de suas opera&#231;&#245;es para c&#233;lulas de combust&#237;vel e eletricidade limpa. A captura e aprisionamento em usinas a carv&#227;o poderia aumentar os custos da eletricidade em apenas 3% por quilowatt-hora, com os custos finais da eletricidade em torno de US$ 0,08 ou US$ 0,09 por quilowatt-hora. Esses custos implicam bem menos que 1% da renda mundial anual para a convers&#227;o a uma rede limpa. Os custos nos outros setores tamb&#233;m ser&#227;o pequenos. A economia de combust&#237;vel nos carros de baixa emiss&#227;o poderia facilmente compensar o pre&#231;o das baterias ou c&#233;lulas de combust&#237;vel. A calefa&#231;&#227;o residencial com eletricidade &#8211; ou com calor co-gerado &#8211;, em vez de aquecedores dom&#233;sticos a g&#225;s, ir&#225; resultar em uma economia l&#237;quida, especialmente se combinada com isolamento mais adequado. As negocia&#231;&#245;es de Bali ter&#227;o sido bem-sucedidas se o mundo se mantiver decidido a apoiar a ado&#231;&#227;o r&#225;pida de tecnologias de baixa emiss&#227;o. Quest&#245;es sobre quem deve levar a culpa, aloca&#231;&#227;o de custos e escolha de mecanismos de controle s&#227;o menos importantes que o r&#225;pido desenvolvimento e implanta&#231;&#227;o de tecnologias, apoiados por mecanismos de controle escolhidos por cada pa&#237;s. Se as tecnologias menos poluentes se concretizarem a baixo custo, como parece poss&#237;vel, os pa&#237;ses ricos ter&#227;o condi&#231;&#245;es de limpar seus pr&#243;prios sistemas de energia e, ao mesmo tempo, arcar com parte dos gastos necess&#225;rios para fazer os pobres realizarem as convers&#245;es necess&#225;rias. O controle clim&#225;tico n&#227;o &#233; um jogo moral. &#201; fundamentalmente um desafio tecnol&#243;gico pr&#225;tico e sol&#250;vel, que, se adequadamente enfrentado, pode ser combinado com as necessidades e desejos de uma economia global em crescimento. Jeffrey Sachs &#233; diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia (www.earth.columbia.edu). http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/a_mudanca_climatica_depois_de_bali.html 
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			<link>http://sbernardelli.blog.terra.com.br/a_mudanca_climatica_depois_de_bali</link>
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			<title>Supernova mais luminosa pode se reacender I</title>
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A Supernova mais Luminosa: A SN 2006gy, descoberta em setembro de 2007, pode ter explodido por um processo conhecido como instabilidade de pares, pelo qual raios gama se transformam em part&#237;culas de vida curta em vez de fornecerem calor e press&#227;o para alimentar a estrela.
Supernova mais luminosa pode se reacender Novo mecanismo de supernovas geraria explos&#245;es repetidas Por JR Minkel Um novo tipo de supernova ultrapoderosa, descoberto no ano passado, pode explodir de novo, de acordo com um novo estudo. Pesquisadores relatam que a supernova 2006gy se encaixa em um modelo de explos&#227;o de estrelas que j&#225; deveria ter produzido duas deflagra&#231;&#245;es e pode gerar ainda uma terceira antes de a estrela esvaecer. Um segundo estudo prop&#245;e que a explos&#227;o pode ter surgido do casamento de v&#225;rias estrelas. A SN 2006gy chamou a aten&#231;&#227;o dos astr&#244;nomos pela primeira vez em setembro de 2007. Com um brilho 100 vezes mais forte que de uma supernova t&#237;pica, ela se manteve acesa a toda for&#231;a por impressionantes tr&#234;s meses, quando a maioria de suas equivalentes j&#225; teria come&#231;ado a sumir. At&#233; oito meses mais tarde ainda brilhava como uma chamada supernova tipo II, a variedade mais comum. A energia liberada indica que a estrela em explos&#227;o era um mamute de pelo menos 100 massas solares (s&#243;is). Geralmente, as supernovas aparecem depois que uma estrela maior que 10 s&#243;is vai gradualmente esgotando seu suprimento de hidrog&#234;nio e h&#233;lio, que se fundem em elementos progressivamente mais pesados. Incapaz de controlar seu calor para suportar as camadas mais externas, a estrela esgotada implode, projetando seu envelope em um &#250;ltimo suspiro de energia nuclear. Continua </description>
			<link>http://sbernardelli.blog.terra.com.br/supernova_mais_luminosa_pode_se_reacende_2</link>
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			<title>Supernova mais luminosa pode se reacender II</title>
			<description>Para explicar a enorme explos&#227;o da SN 2006gy, os pesquisadores recorreram a um mecanismo de competi&#231;&#227;o chamado instabilidade de pares, que teoricamente entra em a&#231;&#227;o para estrelas maiores que 90 s&#243;is. Nesse cen&#225;rio, que data de 1967, raios gama de alta energia dentro da estrela s&#227;o convertidos em pares de el&#233;trons e p&#243;sitrons, drenando a energia estelar que normalmente manteria sua press&#227;o interna &#8211; levando a um colapso prematuro que libera enormes quantidades de energia e luz. Em um novo artigo na Nature, o astrof&#237;sico Stan Woosely, da University of California em Santa Cruz, e seus colegas relataram que as mudan&#231;as observadas na quantidade de luz da SN 2006gy s&#227;o condizentes com um modelo de instabilidade de pares pulsante. Assim, presumem que a massa inicial da estrela era de 95 a 130 massas solares, com um n&#250;cleo rico em h&#233;lio de cerca de 50 s&#243;is. Desenvolvido por Woosely e seu co-autor Alexander Heger em 2002, o modelo prev&#234; que a implos&#227;o inicial de 110 massas solares liberaria uma massa equivalente &#224; de v&#225;rios s&#243;is antes de dar in&#237;cio &#224; queima do combust&#237;vel de carbono e oxig&#234;nio, e temporariamente freando o colapso. Aproximadamente sete anos depois, a instabilidade de pares provocaria uma segunda explos&#227;o que emite um pulso menor, por&#233;m mais r&#225;pido, de material. Normalmente, diz Woosely, a pr&#243;pria estrela, inchada pela idade, absorveria a maior parte da energia de uma onda de choque desse tipo sem liberar luz. Por&#233;m, nesse caso, os dois pulsos se colidiriam, gerando &#8220;fogos de artif&#237;cio&#8221;. Continua </description>
			<link>http://sbernardelli.blog.terra.com.br/supernova_mais_luminosa_pode_se_reacende_1</link>
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			<title>Supernova mais luminosa pode se reacender III</title>
			<description>&#8220;Essencialmente [o primeiro pulso] agiria como uma esponja para sugar a energia, e ent&#227;o reirradi&#225;-la em forma de luz,&#8221; diz Nathan Smith da University of California em Berkeley, um membro do grupo que observou pela primeira vez o brilho peculiar da SN 2006gy. O novo estudo &#8220;fornece uma confirma&#231;&#227;o num&#233;rica do modelo emp&#237;rico que propusemos inicialmente.&#8221; Woosely diz que &#8220;n&#227;o apostaria todas as suas fichas&#8221; no modelo, em parte porque requer que a estrela inicial perca massa mais lentamente que o previsto por c&#225;lculos de evolu&#231;&#227;o estelar, mas acrescenta que &#8220;&#233; o melhor modelo dispon&#237;vel.&#8221; Ele ressalta que, se o modelo estiver correto, a SN 2006gy pode explodir mais uma vez ou morrer serenamente e se tornar um buraco negro. Qualquer que seja o mecanismo por tr&#225;s da explos&#227;o, um segundo artigo da Nature prop&#245;e que a estrela inicial pode ter se formado da colis&#227;o entre uma estrela maior e mais antiga com uma menor e mais jovem. Isso explicaria a presen&#231;a de hidrog&#234;nio na SN 2006gy, embora se pense que o hidrog&#234;nio das estrelas grandes se esgota centenas de milhares de anos antes de elas se tornarem supernovas, diz o co-autor do estudo Simon Portegies Zwart, da Universidade de Amsterd&#227;. Desde a descoberta da SN 2006gy, os astr&#244;nomos notaram uma segunda supernova ainda mais luminosa, que foi observada pela primeira vez em 2005, mas que sobreviveu por uma quantidade de tempo normal. Smith nota que uma terceira explos&#227;o praticamente se equiparou ao brilho e dura&#231;&#227;o da SN 2006gy, que monopolizou os holofotes. http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/supernova_mais_luminosa_pode_se_reacender.html 
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			<link>http://sbernardelli.blog.terra.com.br/supernova_mais_luminosa_pode_se_reacende</link>
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