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Stefan Immler/Nasa - Imagem capturada pelo telescópio do satélite Sfwit mostra explosão cósmica
Satélite da Nasa detecta explosão cósmica de 7,5 bilhões de anos.
Da Efe, em Washington
O satélite Swift da Nasa (agência espacial norte-americana) detectou uma explosão cósmica tão luminosa que seria possível observar da Terra a olho nu, apesar de ter ocorrido há 7,5 bilhões de anos, informou a agência espacial.
A explosão de raios gama foi detectada na quarta-feira (19) pelo satélite, embora tenha ocorrido quando o Universo tinha menos da metade de sua atual idade e a Terra ainda não tivesse sido formada.
A diferença entre a ocorrência da explosão e quando ela pôde ser observada deve-se à distância da estrela com relação ao satélite da Nasa e ao planeta Terra. A explosão de raios gama é o acontecimento astronômico mais espetacular e luminoso do Universo desde o "Big Bang", informou a Nasa em comunicado.
Esses fenômenos são produzidos quando uma estrela super gigante esgota seu combustível nuclear e seu núcleo entra em colapso para formar um buraco negro ou estrelas de nêutrons. Este processo ocorre acompanhado por explosões de raios gama de energia intensa e uma expulsão de partículas que viajam pelo espaço a uma velocidade quase igual à da luz.
Quando atravessam nuvens interestelares, freqüentemente produzem um brilho prolongado no espaço. "Esta explosão foi tremenda. Foi muito mais forte que as explosões gama que tínhamos presenciado até agora", disse Neil Gehrels, investigador do Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt (Maryland).
Continua

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20:40:35Coordenadas
O telescópio de alerta de explosões do Swift detectou a explosão às 18h12 GMT (15h12 horário de Brasília) de 19 de março e orientou suas coordenadas rumo à constelação Boötes. Outros telescópios no espaço e na Terra também se voltaram em direção às coordenadas indicadas para observar o brilho da explosão, denominada GRB 080319B.
Foi a segunda explosão de raios gama detectada nesse mesmo dia. "Nenhum outro objeto conhecido ou tipo de explosão pode ser percebido em uma simples vista a uma distância tão imensa como essa", afirmou Stephen Holland, cientista do Goddard Space Flight Center.
"Se nessa tarde alguém resolveu olhar em direção ao local adequado e no momento preciso, pôde ver o objeto mais distante já observado sem a ajuda de telescópios", afirmou Holland.

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20:37:55
Dados obtidos pela sonda Mars Odyssey indicam a evidência de depósitos de sais na superfície marciana, formados provavelmente pela evaporação de líquidos (divulgação).
O sal de Marte
Agência FAPESP
Depois de sinais de água, é a vez do sal. Com a ajuda de instrumentos a bordo da sonda Mars Odyssey, um grupo de cientistas nos Estados Unidos identificou a primeira evidência de depósitos de cloretos minerais na superfície de Marte.
O estudo teve seus resultados publicados na edição de 21 de março da revista Science. As evidências de sais foram identificadas em depósitos indicativos de que água foi abundante no passado no planeta.
Segundo os autores da pesquisa, a descoberta, feita em algumas das mais antigas regiões de Marte, também poderá ajudar a fornecer evidências de que um dia o planeta abrigou formas de vida.
Na Terra, sais são formados, por exemplo, pela evaporação de corpos de água ou quando gás escapa de vulcões. Tais processos provavelmente ocorreram há bilhões de anos em Marte, mas até agora os cientistas estavam intrigados pela ausência de depósitos de sais inidentificáveis no planeta.
Os cientistas, liderados por Mikki Osterloo, da Universidade do Havaí, usaram dados obtidos pelo instrumento Themis, que produz imagens a partir da emissão termal, localizado na Mars Odyssey, veículo lançado em 2001 em órbita do Planeta Vermelho.
Em comprimentos de onda na região de infravermelho, o Themis é capaz de registrar detalhes na superfície com resolução de cerca de 100 metros.
Foram identificados cerca de 200 locais diferentes no hemisfério sul marciano com características espectrais consistentes com minerais à base de cloro.
Esses depósitos de sal estão principalmente em latitudes médias e baixas por todo o planeta, em terrenos antigos e cheios de crateras.
A composição exata dos minerais é desconhecida, mas os pesquisadores afirmam que a distribuição e aparência dos depósitos são consistentes com a formação por meio da evaporação. Ou seja, mais um indicador de que Marte um dia teve água.

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20:34:10
Wilkins se manteve estável por boa parte do século passado
Bloco de gelo de 400 km² se desprende na Antártida.
Um bloco de gelo de pouco mais de 400 km² começou a se desprender da plataforma de Wilkins, na Península Antártida, e a derreter no mar, no que os cientistas dizem ser mais uma evidência do aquecimento global. A área é equivalente a quase um quarto da cidade de São Paulo (1.523 km², segundo o IBGE).
Imagens por satélite sugerem que uma parte da plataforma de Wilkins, na península que se projeta em direção à Patagônia, iniciou um processo de desintegração e logo poderá desaparecer.
Plataformas são extensões flutuantes do lençol de gelo (com até 4 km de espessura) que cobre a base rochosa da Antártida, segundo o site da British Antarctic Survey (BAS), que monitora a região.
Wilkins, que cobria inicialmente uma área de 16 mil km² (segundo o site da BAS), permaneceu estável pela maior parte do século 20, mas começou a se retrair na década de 90. Houve um desprendimento de blocos de um total de mil km² em 1998, ao longo de alguns meses.
Outras plataformas na mesma área do continente já se perderam nos últimos 30 anos, disse a BAS. David Vaughan, da BAS, disse: "Eu não esperava ver as coisas acontecerem tão depressa assim. A plataforma está presa por um fio - nós vamos ver nos próximos dias ou semanas que destino terá".
Ao observarem fotos de satélite, os pesquisadores da BAS enviaram um avião de reconhecimento para registrar imagens mais próximas do que estava ocorrendo.
A desintegração foi sinalizada com a formação de um iceberg de 41 km por 2,5 km verificada em 28 de fevereiro. Boa parte da plataforma Wilkins agora está sendo protegida apenas por uma faixa de gelo entre duas ilhas.
Pesquisadores receiam que a ausência da plataforma pode expor geleiras no interior do continente e que são formadas por água fresca. Seu derretimento poderia afetar o nível dos oceanos.
Vaughan fez uma previsão em 1993 de que a porção norte da plataforma de Wilkins desapareceria dentro de 30 anos se o aquecimento da Terra continuasse, mas ele disse que isto está acontecendo mais rápido do que esperava.
"Esta não é uma questão de elevação do nível do mar, contudo, é mais uma indicação da mudança do clima na Península Antártida e de como isto está afetando o meio ambiente", disse ele.
Segundo os cientistas, a Península Antártida tem passado por um aquecimento sem precedentes nos últimos 50 anos, de quase 3ºC. Outros pesquisadores acreditam que a plataforma de Wilkins pode resistir por mais tempo, pois o verão na Antártida - período de derretimento de gelo - está chegando ao fim.
Ted Scambos, do Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, disse: "Este espetáculo incomum acabou por esta estação. Mas em janeiro próximo nós vamos ver se a Wilkins continuará a se desfazer".

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20:30:51
HOUSTON - O ônibus espacial Endeavour pousou na noite desta quarta-feira no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após 16 dias de missão na Estação Espacial Internacional (ISS). A nave aterrisou depois de a primeira tentativa ter sido abortada devido à ameaça de mau tempo na região de Cabo Canaveral.
O Endeavour chegou - disse o controle da missão no Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas), depois que a nave tocou em terra às 21h39 (de Brasília).
Nos 12 dias em que estiveram na ISS, os astronautas da missão Endeavour prepararam a estação para receber seu maior e possivelmente último laboratório, Kibo, cuja peça principal, com 11 metros, deve chegar em 25 de maio, no ônibus Discovery.
Nas cinco saídas que fizeram ao espaço, eles também montaram o robô canadense Dextre , realizaram experiências científicas e inspecionaram uma junta danificada em um dos painéis de energia solar do complexo.
O Endeavour levou também um novo tripulante para a estação: Garrett Reisman substituiu o francês Leopold Eyharts, que chegou em fevereiro, para supervisionar a instalação do laboratório europeu Columbus.
"É duro acreditar que já acabou".
- É duro para mim acreditar que já acabou - disse Eyharts. Reisman regressará à Terra em junho, no Discovery. A Nasa quer concluir a construção da estação com os dez vôos que ainda deve fazer com os ônibus espaciais antes de aposentá-los, em 2010.
Ainda neste ano, está prevista também uma missão de manutenção no telescópio espacial Hubble - embora atrasos na produção do tanque de combustível dessa missão possam adiar o lançamento para depois de 28 de agosto, o prazo inicialmente previsto.

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20:27:26