Astronomia E Os Mistérios do Universo e da Vida

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).

Astronomia E Os Mistérios do Universo e da Vida

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).
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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008

04.03.08

Para tirar o fôlego!

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter acaba de mandar uma das fotos mais impressionantes de Marte. Ela mostra atividade geológica na superfície marciana!

O Experimento de Imageamento em Alta Resolução, o nome em português da câmera de alta resolução desta sonda conseguiu capturar uma avalanche em Marte no momento em que ela acontecia.

A idéia do projeto é monitorar regiões durante longos períodos de tempo para detectar mudanças na superfície decorrentes da mudança das estações marcianas. Sim, o planeta vermelho também apresenta um ciclo de alternância entre estações climáticas, alternando períodos de calor ou frio durante o ano.

Numa destas repassadas no dia 19 de fevereiro a sonda fotografou a encosta de uma elevação coberta de gelo. A idéia era procurar variação na quantidade de gelo decorrente da evaporação ou congelamento conforme as estações fossem mudando.

A surpresa veio quando Ingrid Spitale, da Universidade do Arizona, percebeu que justo nesta encosta era possível ver nuvens de poeira. Aparentemente, blocos de gelo do alto do morro se desprenderam e rolaram ribanceira abaixo (uns 700 metros) levantando nuvens de poeira e pedaços menores de gelo.

Estes blocos que se desprenderam serão monitorados também para se ter uma idéia de como se processa o ciclo de evaporação / recongelamento da água. Este é um fato surpreendente, nem mesmo os cientistas envolvidos no projeto podiam prever que isso pudesse acontecer.

Tirando as mudanças na aparência da superfície marciana causadas pelas tempestades de ventos, nenhuma mudança geológica substancial havia sido detectada. Esta encosta em particular agora será monitorada para se descobrir se avalanches como essas são esporádicas ou se estão ligadas com o aquecimento causado pelo início da primavera.

Ninguém espera obter um flagrante como este de novo, espera-se saber se as avalanches continuam pela quantidade de material depositado no sopé do morro. Ah, só para matar as saudades a Mars Reconnaissence tirou uma foto de casa. Apesar da resolução mais baixa, também é de tirar o fôlego.

http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

 

Um mistério e tanto!

Um mistério e tanto!

O que você está vendo não tem explicação. Ao menos uma definitiva. Essa imagem mostra a galáxia elíptica NGC 1132. A imagem em si é uma composição de imagens do telescópios espaciais Hubble e Chandra. A “névoa” rosada representa a emissão de raios X (obtida pelo Chandra) dessa galáxia elíptica.

A própria galáxia parece uma mancha difusa, rodeada por diversas outras galáxias anãs e outras que estão na verdade ao fundo, sem conexão física com esse grupo em primeiro plano. Mas qual é o mistério de NGC 1132? Dados recentes do Chandra mostraram que essa galáxia elíptica possui muita matéria escura.

Mas muito mesmo! A quantidade desse tipo misterioso de matéria ao redor dessa galáxia é comparável à quantidade de matéria escura encontrada normalmente em grupos inteiros de galáxias! A emissão de raios X de NGC 1132 também é comparável à de um grupo inteiro de galáxias.

Esse tipo de galáxia forma o que se chama de grupo fóssil, pela sua gigantesca quantidade de matéria escura. Sua origem ainda permanece um mistério, mas duas hipóteses competem entre si. A primeira delas diz que essas galáxias elípticas gigantescas são na verdade o resultado da fusão de várias outras galáxias que formavam um grupo normal de galáxias no passado.

A segunda hipótese diz que esse é um tipo muito especial de galáxia, formado em uma região ou em um período de tempo que em as condições inibiam de alguma maneira a formação de galáxias de tamanho médio. Ninguém ainda tem certeza sobre a hipótese correta, mesmo porque cada uma delas tem uma profunda relação com a própria formação do Universo.

O fato é que galáxias elípticas como estas podem conter trilhões de estrelas, mas como possuem uma grande quantidade de gás quente (responsável pela emissão dos raios X) não podem formar novas estrelas. NGC 1132 está a 320 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Erídano.

http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

 

Brasileiro encontra indícios de planeta

Concepção artística do que seria o novo planeta; brasileiro fez previsões com base em cálculos e simulações de computador

Brasileiro encontra indícios de planeta oculto no Sistema Solar
Felipe Maia
da Folha Online

Um brasileiro de 31 anos encontrou indícios da existência de um novo planeta nos confins do Sistema Solar. Patryk Sofia Lykawka, da Universidade de Kobe, Japão, poderá ser o responsável por fazer com que o Sistema Solar volte a ter nove planetas, condição que foi perdida com o rebaixamento de Plutão, em 2006.

"Sempre me interessei pelo desconhecido. Gostava de ler, tentar imaginar quais seriam as soluções para as perguntas sem resposta", disse, por telefone, de Kobe, no oeste do país. Por enquanto, a possível descoberta de Lykawka está restrita a cálculos e simulações feitas por computador, mas ele espera que o planeta possa ser visualizado em cinco a dez anos.

A expectativa do pesquisador é que o projeto Pan-Starrs, da Universidade do Havaí (EUA), que vai varrer grande parte do céu no hemisfério Norte, permita a visualização do planeta. O experimento vai fotografar o céu visível do Havaí pelo menos uma vez por semana.

A teoria apresentada pelo brasileiro é resultado de estudos sobre o cinturão de Kuiper, uma zona que fica além de Netuno e abriga milhares de corpos celestes, como Plutão e o planeta-anão Eris, cuja descoberta acabou causando a perda de status do nono planeta. Ela também é o berço de alguns cometas.

Apesar de ser bastante estudada, por conta de suas excentricidades astronômicas, a área ainda é pouco conhecida. Além disso, ela abriga mistérios. Em um determinado espaço, por exemplo, há vários corpos celestes com órbitas praticamente circulares.

Mas, a partir de um limite, o número de astros com órbita desse tipo se reduz, sem causa aparente. Outro fato que intriga os pesquisadores é a existência de órbitas muito inclinadas no cinturão, às vezes em ângulos da ordem de 50º em relação ao plano dos planetas.

Continua

Brasileiro encontra indícios de planeta

"Sempre me interessei pelo desconhecido", diz Lykawka, que estuda cinturão de Kuiper

Solução - Para resolver alguns desses mistérios do cinturão de Kuiper é que Lykawka propõe a existência de um novo planeta, que perturbaria as características das órbitas. "Essa estrutura [de Kuiper] é complexa, difícil de explicar se você se baseia apenas nos oito planetas", disse o pesquisador.

A diferença entre o estudo de Lykawka e anteriores foi o fato de ele não ter se restringido apenas às configurações atuais do Universo. Nas simulações por computador, ele fez uma espécie de filme do Sistema Solar, calculando as posições e a velocidade dos objetos durante os últimos 4,3 bilhões de anos.

"É como voltar no tempo e tentar reproduzir o que aconteceu." O estudo do brasileiro será publicado em abril na revista "Astronomical Journal". As contas do astrônomo indicam que o planeta deve ter massa equivalente a 30% a 70% a da Terra e uma órbita entre 14,9 bilhões e 25,4 bilhões de quilômetros a Terra está a cerca de 150 milhões de quilômetros de distância do Sol. Ele imagina que o local tenha rochas nas regiões internas, com a superfície coberta de gelo, amônia congelada e metano.

Continua

Brasileiro encontra indícios de planeta

Comprovação - Apesar de a teoria funcionar em simulações e cálculos, ainda é necessário que o planeta seja efetivamente observado. "Definitivamente é apenas uma sugestão, não uma descoberta.

Nós nunca saberemos se essa sugestão está correta até que alguém de fato encontre o planeta", afirma o astrônomo norte-americano Mike Brown, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), especialista nessa área do espaço. Brown foi um dos descobridores de Eris achado que deu fôlego à discussão sobre o rebaixamento de Plutão, em 2006.

O pesquisador brasileiro agora quer refinar seus modelos e simulações, para chegar a "previsões mais realistas". Ele está à espera de algum telescópio que consiga comprovar sua teoria. Caso isso ocorra, a expectativa é que o planeta leve o nome de algo relacionado à cultura indígena do Brasil.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u377546.shtml