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Estranho, porém verdade: A sobrevivência sem proteção no espaço é possível – pelo menos por alguns minutos. Mas não fique tempo demais no vácuo interestelar (nem segure a respiração)
Por: Anna Gosline
Nos filmes de ficção científica, ser ejetado para o vácuo do universo significa morte na certa. Basta o tenente-vilão da história fazer um motim e abrir as comportas da nave, ou um simples rasgo no macacão durante um passeio externo, para a vítima literalmente ir para o espaço.
No entanto, experiências com animais e acidentes com humanos já demonstraram que as pessoas provavelmente conseguiriam sobreviver às condições do vácuo, pelo menos por alguns minutos. Não que você permaneceria consciente tempo o bastante para se salvar mas, no caso de um acidente, seus colegas teriam tempo para resgatá-lo e repressurizar seu traje espacial sem maiores efeitos colaterais.
“Em qualquer sistema, sempre existe a possibilidade de uma falha no equipamento causar ferimentos ou até a morte. É o risco que você corre ao encarar um ambiente hostil enquanto depende desses equipamentos”, explica Jay Buckey, ex-astronauta e professor da Dartmouth Medical School, e autor de Space Physiology (2006).
“Mas se a pessoa for socorrida rapidamente, tudo bem. Muitas vezes esses passeios fora das naves são realizados em duplas, e há comunicação contínua entre os dois astronautas. Então, se alguém tiver um problema, espera-se que o outro o resgate e o leve de volta para a nave.”
O vácuo é realmente letal. Sob uma pressão extremamente baixa, o ar preso nos pulmões se expande, rasgando os frágeis tecidos que fazem a troca de gases. Isso é muito grave principalmente se a pessoa está segurando a respiração ou inspirando profundamente quando a pressão cai.
A água nos tecidos moles do corpo evapora, causando inchaço, apesar de pele impedir que o corpo exploda. Os olhos também se seguram para não explodir, mas a fuga contínua de gás e vapor de água leva a um esfriamento rápido da boca e das vias respiratórias.
A água e o gás dissolvido no sangue formam bolhas nas veias principais, que viajam pelo sistema circulatório e bloqueiam o fluxo sanguíneo. Após mais ou menos um minuto, a circulação pára por completo. A falta de oxigênio no cérebro deixa a pessoa inconsciente em menos de 15 segundos, e então ela morre.
“Quando a pressão fica muito baixa, não há oxigênio suficiente. Esse é a primeira preocupação, e a mais importante”, explica Buckey. A morte não é instantânea. Por exemplo, um estudo de 1965 de pesquisadores da Base Aérea de Brooks, no Texas, demonstrou que cães expostos a uma condição próxima do vácuo por até 90 segundos sobreviveram.
Durante essa exposição, eles ficaram inconscientes e paralisados. O gás expelido pelos intestinos e estomago dos animais fez com que eles defecassem, urinassem e vomitassem simultaneamente. Os cachorros também sofreram convulsões muito fortes. Suas línguas ficaram cobertas de gelo e eles incharam a ponto de parecerem “uma sacola inflada de couro de cabra”, de acordo com os autores do estudo.
Mas após uma leve repressurização, os animais voltaram ao tamanho normal, começaram a respirar, e depois de 10 a 15 minutos em ambiente com pressão ao nível do mar, conseguiram andar, apesar de levarem mais alguns minutos para se recuperarem de uma cegueira aparente.
No entanto, grande parte dos cachorros que ficaram em condições próximas do vácuo por mais tempo – dois minutos ou mais – morreram. Se o coração não começasse a bater com a recompreensão, eles não podiam ser reanimados. Quanto mais rápida era a descompressão, pior eram os efeitos, independentemente do tempo que eles passavam no quase-vácuo.
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criado por S.Bernardelli
02:29:57Chimpanzés conseguem suportar exposições mais longas. Em alguns estudos da Nasa publicados entre 1965 e 1967, os pesquisadores descobriram que os animais podiam sobreviver por até 3 minutos e meio em condições próximas do vácuo sem defeitos cognitivos aparentes, de acordo com avaliações realizadas com tarefas complexas meses depois.
No entanto, um chimpanzé que foi exposto por três minutos mostrou mudanças comportamentais mais duradouras. Outro morreu pouco tempo após a exposição, provavelmente devido a problemas cardíacos. Apesar da maioria dos dados dos efeitos da exposição ao vácuo virem de estudos com animais, também aconteceram vários acidentes de despressurização bem informativos – e assustadores – envolvendo pessoas.
Por exemplo, em 1965, um técnico dentro de uma câmara de vácuo no Johnson Space Center, em Houston, despressurizou acidentalmente seu traje especial depois de arrebentar uma mangueira. Entre 12 e 15 segundos depois, ele perdeu a consciência, mas a recuperou aos 27 segundos, depois que seu traje foi repressurizado.
O homem disse que sua última lembrança antes de desmaiar foi da saliva em sua língua começando a ferver. Ele também ficou sem paladar por quatro dias após o acidente, mas não sofreu mais nada. Quando se trata de exposição ao meio interestelar, é possível que você sobreviva graças à ajuda de sua equipe. Mas esse passeio no vácuo pode se transformar em uma aventura nada saborosa.
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/estranho_porem_verdade_a_sobrevivencia.html

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02:25:25
Geleira Byrd, Antártida
Financiar os 17 novos satélites propostos pelo National Research Council dos Estados Unidos.
O painel do NRC pediu a recuperação do orçamento perdido (a NASA transferiu US$ 600 milhões, ao longo de cinco anos, do orçamento de ciências da Terra para o ônibus e a estação espaciais), que pagaria por 17 novas missões ao longo da próxima década, como aquelas para a observação das calotas polares e dos níveis de dióxido de carbono – essenciais para previsão das mudanças climáticas e seus efeitos.
A venerável série Landsat, que monitora a superfície desde 1972, não está funcionando direito há anos, e o Departamento de Agricultura dos EUA foi obrigado a comprar dados de satélites indianos para monitorar a produtividade agrícola.
Fundar uma agência climática.
“Há o problema fundamental de ninguém estar encarregado do monitoramento do clima”, disse o climatologista Drew Shindell, do Goddard Institute for Space Studies da NASA. Ele e outros cientistas sugeriram que os vários programas climáticos do governo americano sejam reunidos em uma única agência.
O painel do NRC pediu a restauração do orçamento perdido, que pagaria por 17 novas missões, como as para controle das placas de gelo e dos níveis de CO2 – essenciais para a previsão das mudanças climáticas. A Geleira Byrd é uma corrente de gelo sobre rocha de 160 km de extensão e 24 km de largura, localizada no sul da Antártida.
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criado por S.Bernardelli
02:18:11
Financiar os 17 novos satélites propostos pelo National Research Council dos Estados Unidos.
O painel do NRC pediu a recuperação do orçamento perdido (a NASA transferiu US$ 600 milhões, ao longo de cinco anos, do orçamento de ciências da Terra para o ônibus e a estação espaciais), que pagaria por 17 novas missões ao longo da próxima década, como aquelas para a observação das calotas polares e dos níveis de dióxido de carbono – essenciais para previsão das mudanças climáticas e seus efeitos.
A venerável série Landsat, que monitora a superfície desde 1972, não está funcionando direito há anos, e o Departamento de Agricultura dos EUA foi obrigado a comprar dados de satélites indianos para monitorar a produtividade agrícola.
Fundar uma agência climática.
“Há o problema fundamental de ninguém estar encarregado do monitoramento do clima”, disse o climatologista Drew Shindell, do Goddard Institute for Space Studies da NASA. Ele e outros cientistas sugeriram que os vários programas climáticos do governo americano sejam reunidos em uma única agência.
O painel do NRC pediu pela restauração do orçamento perdido, que pagaria por 17 novas missões, como as para controle das placas de gelo e dos níveis de CO2 – essenciais para previsão das mudanças climáticas. Ao longo da costa oeste da Groenlândia, um pequeno grupo de geleiras cerca a Baía de Baffin.

Rebocador de Asteróide
2-Desenvolver uma defesa anti-asteróide. Ampliar a busca de asteróides para incluir corpos menores
Segundo análise da NASA, a busca por corpos de 100 a 1.000 metros poderia ser colocada a cargo do Grande Telescópio de Pesquisa Sinóptica, um instrumento no qual um consórcio de astrônomos e empresas (entre elas o Google) está trabalhando para esquadrinhar o céu em busca de qualquer coisa que se mova.
Desviar um asteróide de forma controlada.
O Painel Consultivo da Missão para Objetos Próximos da Terra, da ESA, em 2004, recomendou fazer um teste conhecido como Dom Quixote. A missão de US$ 400 milhões dispararia um projétil de 400 kg contra um asteróide para ver o que acontece.
Desenvolver um sistema oficial para a avaliação de ameaças potenciais.
Uma espaçonave ‘rebocadora’ poderia ser capaz de desviar um asteróide. Para desviar um asteróide a uma medida de um raio da Terra, seria preciso mudar sua velocidade em um milímetro por segundo, com uma década de antecipação, seja atingindo-o, explodindo-o com uma bomba nuclear, empurrando-o, ou rebocando-o gravitacionalmente.
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02:15:15