Astronomia E Os Mistérios do Universo e da Vida

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).

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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008

29.01.08

Asteróide gigante passará perto da Terra

Asteróide gigante passará perto da Terra
Agência France Press

Um asteróide que mede entre 150 a 600 metros de comprimento passará na semana que vem tão perto da Terra que poderá ser visto com equipamentos não-profissionais, afirmaram fontes especializadas nesta quarta-feira. O asteróide 2007 TU24 causaria um grande dano se caísse na Terra, mas não há risco de colisão, asseguraram.

O mais próximo que o objeto espacial ficará do nosso planeta será 534.000 quilômetros, às 06h34, hora de Brasília, segundo a base de dados Near Earth Object (NEO) da Universidade italiana de Pisa. "Durante um breve instante o asteróide poderá ser observado em céus escuros e sem nuvens, com telescópios amadores de três polegadas ou mais", disse a NASA em seu site.

O 2007 TU24 será o asteróide potencialmente perigoso que mais se aproximará da Terra até 2027, acrescentou a NASA, explicandi que objetos de tamanho semelhante se aproximam da Terra, em média, uma vez em cada cinco anos.

O objeto foi descoberto há três meses, em outubro, pelo programa de vigilância da Universidade americana do Arizona. De acordo com o Centro dos Planetas Menores da União Astronômica Internacional, com sede em Paris, o asteróide mais próximo que passou na Terra, e foi detectado, ocorreu em 31 de março de 2004, quando o FU162 esteve a 6.500 quilômetros.

No dia seguinte da passagem do 2007 Tu24 pela Terra, o asteróide 2007 WD5 deve se aproximar 26.000 quilômetros de Marte, uma distância considerada ínfima em termos espaciais. Uma decepção para os astrônomos, que inicialmente pensavam que havia a possibilidade de que ele se chocasse com o planeta vermelho, uma colisão que, levando-se em conta seu tamanho de 50 metros, seria o equivalente ao de uma bomba nuclear de três megatons.

Um objeto semelhante se chocou em Tunguska, na Sibéria, em 1908, arrasando 80 milhões de árvores em uma área de 2.200 quilômetros.
http://www.cosmo.com.br/brasilemundo/integra.asp?id=217283


Ônibus de Qubit

SUBA NO ÔNIBUS: Dois novos estudos mostram como criar um “ônibus” para troca de informação entre elementos de um computador quântico impressos em um chip. Aqui, um bit quântico (embaixo) recebe informação por meio de um fio curvado (o ônibus) (alto).

Ônibus de Qubit
A ligação de circuitos supercondutores pode levar a computadores quânticos maiores.
por JR Minkel

Os pesquisadores estão finalmente começando a reunir os elementos básicos de um computador quântico em um chip. Duas equipes informaram terem montado a primeira versão de um “ônibus” de quantum (como é conhecida a sessão de cabo enviando informação entre dois circuitos supercondutores) com base em um chip, uma ferramenta para misturar e trocar informação entre bits quânticos (qubits).

Os grupos disseram que os resultados são um passo fundamental para a criação de um computador quântico em escala plena, pegando carona na tecnologia moderna de fabricação de chips. Em computadores comuns, um bit pode ser 0 ou 1, mas um qubit também pode ser uma sobreposição de 0 e 1 simultaneamente.

Teoricamente, centenas ou milhares de qubits ligados juntos permitiriam a um computador quântico quebrar códigos secretos e realizar buscas em bancos de dados que manteriam os computadores mais rápidos de hoje ocupados por décadas.

Continua

Ônibus de Qubit

O truque é fundir o reino quântico com a eletrônica moderna para ampliar o número de qubits. Uma abordagem promissora gera qubits a partir do fluxo de corrente em material supercondutor, que, quando resfriado a quase zero absoluto, conduz eletricidade sem resistência.

Um loop de supercondutor intercalado por uma ou duas aberturas chamadas junções Josephson fez duas correntes diferentes fluírem por ele ao mesmo tempo. Em ambos os novos projetos, os pesquisadores criaram um novo canal de informação – um “ônibus” – com um fio enrolado entre dois desses loops de alumínio.

Quando ativado, um loop de qubit transferiu sua sobreposição para o fio na forma de um fóton de microondas. O efeito é “similar a puxar uma corda de violão”, disse o físico Raymond Simmonds, do National Institute of Standards and Technology em Boulder, Colorado, e que liderou uma das equipes.

Quando “puxado”, o fio de 7 milímetros de extensão de sua equipe de pesquisa armazenou um fóton por mais de um microssegundo antes do segundo qubit absorvê-lo. O resultado, disse Simmonds, é um circuito básico de memória capaz de transferir um estado quântico de um qubit para outro.

Rob Schoelkopf, do Departamento de Física Aplicada da Yale University, e sal equipe realizaram um truque semelhante com um fio mais longo que transmitiu um único estado quântico entre os dois qubits, de forma que o 0 e o 1 se alternavam entre eles.

Essa transmissão é essencial para a criação do processo de entrelaçamento entre muitos qubits – o “combustível” que faz funcionar um computador quântico. Os pesquisadores agora precisam conectar talvez seis qubits em um “ônibus” desses, disse Johannes Majer, um físico do grupo de Yale.

Outros ligaram pares de qubits supercondutores, ele disse, mas um ônibus permite que pares de qubits contornem seus vizinhos mais próximos e se comuniquem diretamente. “Se você deseja construir um computador quântico, precisa de algo que tenha longo alcance e não se limite ao vizinho mais próximo”, disse Majer.

Mas ainda há um empecilho: as sobreposições nos qubits supercondutores não permanecem estáveis ou coerentes por muito tempo. “A parte difícil é, claro, aumentar a coerência de nossos qubits”, disse Simmonds. A boa notícia, ele acrescentou, é que “agora dispomos de elementos para expandir o trabalho”.

http://www2.uol.com.br

 

Fotos de sonda revelam lado desconhecido de...

Fotos de sonda revelam lado desconhecido de Mercúrio

Washington - As primeiras imagens captadas pela sonda Messenger, da Nasa (a agência espacial americana) do planeta Mercúrio começaram a chegar à Terra. Elas incluem imagens que mostram partes da superfície do planeta que não foram captadas pela sonda Mariner 10 em sua missão na década de 70.

As fotos foram tiradas a uma distância aproximada de 27,3 mil quilômetros do planeta. A sonda registrou a bacia de Caloris, incluindo sua porção ocidental, que nunca tinha sido vista por uma espaçonave. Formada pelo impacto de um grande asteróide ou cometa, Caloris é uma dos maiores e uma das mais jovens bacias do sistema solar, segundo a Nasa.

Outra imagem mostra várias crateras, uma característica semelhante a áreas previamente mapeadas de Mercúrio.
A sonda Messenger fará duas outras aproximações do planeta antes de entrar em sua órbita em 2011.A sonda está programada para coletar mais de 1.300 imagens.

As primeiras imagens e outras informações digitalizadas começaram a ser transmitidas na terça-feira. Os pesquisadores esperam que a sonda Messenger forneça ainda medições sobre a composição mineral e química da superfície do planeta. Os instrumentos a bordo da sonda são protegidos por um escudo. O lado do escudo voltado para o Sol enfrenta temperaturas de mais de 300 graus centígrados.

Continua

Fotos de sonda revelam lado desconhecido de...

A última missão para Mercúrio, com a sonda Mariner 10, foi realizada em 1975, quando apenas metade da superfície do planeta foi investigada. Uma face de Mercúrio fica permanentemente voltada para o Sol. Em outras partes, em que há noite e dia, as temperaturas variam cerca de 500 graus centígrados.

Sua órbita em torno do Sol leva 88 dias. Os cientistas estão intrigados porque apesar de ser o planeta mais próximo da estrela, pode haver gelo em crateras profundas que ficam permanentemente nas sombras.

http://oglobo.globo.com