Astronomia E Os Mistérios do Universo e da Vida

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).

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“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte". (Alberto Einstein).
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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2007

29.06.07

Plano Nacional de Energia prevê mais...

Plano Nacional de Energia prevê mais quatro usinas nucleares até 2030 Publicidade

CLARICE SPITZ
O PNE (Plano Nacional de Energia) indicou nesta terça-feira que o Brasil precisa de outras quatro usinas nucleares, além de Angra 3, até 2030. Ontem, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou a construção dessa usina, após intenso debate no governo. A construção de Angra 3 ainda depende da concessão de licenciamento ambiental prévio.

O planejamento da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), uma das responsáveis pelo Plano, prevê que duas usinas sejam construídas no Sudeste e outras duas no Nordeste, com capacidade em torno de 1.000 MW cada uma. "Este é um cenário conservador", afirmou Maurício Tolmasquim, presidente da EPE, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Segundo Tolmasquim, a construção das usinas faz parte de uma visão estratégica de diversificação das fontes energéticas do país.

"A energia nuclear, a curto prazo, pode até ser mais cara que oura fonte de energia, mas quando olhamos além de 2020, 2025, nós vemos que o Brasil precisará dessa fonte de energia. Portanto, temos que manter a capacitação tecnológica, manter os técnicos, para a época em que a energia nuclear entrar com mais peso na matriz [energética do país]", disse ele.

A EPE indica, em seu estudo, que o funcionamento das cinco plantas em 2030 vai adicionar 5.345 MW à potência instalada no país. O PNE, preparada pela Empresa de Pesquisa Energética, foi aprovado ontem em reunião do Conselho Nacional de Política Energética.

Observando o Universo há 8 bilhões de anos.

NASA /ESA /M. Davis (UC, Berkeley)/S. Faber (UC, Santa Cruz)/A. Koekemoer (STScI. *MILHARES DE GALÁXIAS – O Hubble fotografou pelo menos 50 mil galáxias como parte de uma pesquisa que observa há 8 bilhões de anos no passado do Universo. Ele utilizou 500 exposições para capturar um terço da área total do estudo. Esta imagem mostra uma pequena fração do mosaico

Por: Richard Talcott

Oito telescópios na Terra e no espaço foram a fundo para criar um mapa colorido de uma região do céu. O projeto, de cinco anos, registrou 150 mil galáxias em uma área com a largura de duas luas cheias, próxima à Grande Concha, na Ursa Maior. “O objetivo era estudar o Universo com metade da idade atual”, diz o líder da equipe Marc Davis, da University of California, em Berkeley.

O projeto, chamado Estudo Internacional em Todos os Comprimentos de Onda da Faixa de Groth Estendida (Aegis, na sigla em inglês) pesquisou a região nos comprimentos de rádio, infravermelho, visível, ultravioleta e raios X. Olhando para o passado, os cientistas miram um tempo em que as galáxias estavam se estabilizando, depois de seus turbulentos anos iniciais.

Apesar de muitas galáxias parecerem diferentes no passado, algumas propriedades fundamentais mudaram um pouco. A equipe liderada por Susan Kassin, da University of California, Santa Cruz, descobriu que a relação entre a massa galáctica e a velocidade orbital de suas estrelas e gás permanece a mesma para todos os tipos de galáxias, por bilhões de anos de evolução cósmica.

Outros resultados incluem a descoberta de lentes gravitacionais e de uma galáxia gigante com dois buracos negros supermassivos, separados por uma distância de 4 mil anos-luz. Os pesquisadores publicaram 19 trabalhos sobre a pesquisa em uma edição especial de Astrophysical Journal Letters.

http://www2.uol.com.br/astronomy/noticias/observando_o_universo_ha_8_bilhoes_de_anos.html


28.06.07

Viagem aos Asteróides Gigantes

15 JUN 2006 - O Cinturão de Asteróides entre Marte e Júpiter é como um velho sótão bagunçado do sistema solar. Os objetos empoeirados e esquecidos lá são relíquias de muito tempo atrás, cada asteróide com sua própria história para contar sobre os primórdios do sistema solar.

Estas são histórias que os cientistas planetários querem ouvir. Muito pouco é conhecido sobre o passado distante do nosso sistema solar. Nós aprendemos a história básica na escola: Um vasto disco de gás e poeira em torno do sol lentamente se aglomerando em pedaços cada vez maiores, eventualmente formando os planetas que hoje conhecemos. Mas como isto aconteceu exatamente, e porque isto produziu estes tipos de planetas, incluindo um certo planeta azul bem adequado à vida?

Para responder estas perguntas, a NASA planeja lançar uma sonda robótica chamada Dawn (alvorecer em português). Sua missão: Voar até dois asteróides gigantes, Ceres e Vesta, e explorá-los de perto pela primeira vez. A decolagem está marcada para Julho de 2007.

Continua

Viagem aos Asteróides Gigantes

Imagem de Vesta obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA em maio de 1996 quando o asteróide estava a 110 milhões de milhas da Terra. Crédito: Ben Zellner (Georgia Southern University), Peter Thomas (Cornell University) and NASA

Vesta para começar

A primeira parada da Dawn é Vesta - um asteróide que pode comprovar a existência de supernovas no nascimento do sistema solar. Observações telescópicas de Vesta e estudos de meteoritos que acredita-se terem vindo de Vesta sugerem que o asteróide pode ter sido derretido nos primórdios de sua história, fazendo com que elementos pesados como o ferro afundassem e formassem um denso núcleo com uma pequena crosta em cima.

"Isto é interessante -- e um pouco intrigante," disse Chris Russell, Investigador Principal da Dawn na Universidade da Califórnia em Los Angeles. O derretimento requer uma fonte de calor tal como a energia gravitacional liberada quando o material se junta para formar um asteróide. Entretanto, Vesta é um mundo pequeno -- "muito pequeno," ele diz -- com somente cerca de 530km de diâmetro em média. "Não haveria energia gravitacional suficiente para fundir o asteróide quando ele se formou".

Uma supernova (ou duas) pode fornecer a explicação: Alguns cientistas acreditam que quando Vesta se formou inicialmente, ela era "temperada" com alumínio-26 e ferro-60 criados possivelmente por duas supernovas que explodiram por volta da época do nascimento do sistema solar. Estas formas de alumínio e ferro são isótopos radioativos que poderiam ter fornecido o calor extra necessário para fundir Vesta. Uma vez que estes isótopos radioativos decaíram, o asteróide poderia ter esfriado e solidificado ficando na forma que se encontra atualmente.

Esta idéia explicaria porque a superfície de Vesta parece apresentar marcas de fluxos de lava basáltica antigas e oceanos de magma, muito parecido com a lua da Terra. As supernovas também mudariam a seqüência de eventos envolvidos na formação planetária:

"Quando eu fui para a escola, pensava-se que a Terra se formou sozinha, se aqueceu, e o ferro foi para o centro e os silicatos flutuavam na superfície, produzindo um evento de formação do núcleo," disse Rusell. Esta visão assume que planetóides menores que colidiram e se misturaram para formar a Terra eram massas amorfas que não tinham ainda formado seus próprios núcleos de ferro. Mas se pedaços de rocha com o tamanho de Vesta puderam derreter e formar núcleos densos, "isto afetaria o modo que os planetas e seus núcleos evoluíram e cresceram".

Se tudo correr como o planejado, Dawn irá chegar em Vesta e entrar em órbita em outubro de 2011. Imagens detalhadas da superfície de Vesta irá revelar traços de seu passado derretido, enquanto os espectrômetros catalogarão os minerais e elementos que formam sua superfície. O campo gravitacional de Vesta será mapeado pelos movimentos da própria Dawn enquanto a sonda órbita o asteróide, e isto determinaria de uma vez por todas se Vesta tem ou não um núcleo ferroso.

Continua

 

Viagem aos Asteróides Gigantes

Imagem de Ceres obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA em 30 de dezembro de 2003. Créditos: NASA, ESA, J. Parker (Southwest Research Institute), P. Thomas (Cornell University), L. McFadden (University of Maryland, College Park), and M. Mutchler and Z. Levay (STScI)

A Caminho de Ceres
Após orbitar Vesta por 7 meses, a Dawn irá tentar uma manobra nunca antes tentada: deixar a órbita de um corpo distante, e voar para outra órbita. Este tipo de "salto de asteróides" seria praticamente impossível se a Dawn usasse combustível convencional de foguete. "Nós precisaríamos dos maiores foguetes que os EUA tem para carregar todo o propelente," disse Marc Rayman, Engenheiro de Sistemas do Projeto Dawn do Laboratório de Propulsão a Jato.

Ao invés disto, a Dawn usa propulsão iônica, que requer somente um décimo de todo o propelente. Os motores da Dawnforam testados numa espaçonave experimental conhecida como Deep Space 1 (em português Espaço Profundo 1, gerenciada pelo programa Novo Milênio da NASA. Os motores iônicos eficientes da Dawn irão empurrar a nave de Vesta, chegando em Ceres por volta de fevereiro de 2015.

Medindo 950 km de diâmetro, Ceres é de longe o maior objeto no cinturão de asteróides. Extraordinariamente, ele não um mundo rochoso como Vesta, mas sim coberto de gelo ed água. "Ceres irá ser uma grande surpresa para nós," disse Russell. Devido aparentar que possui uma camada de gelo com algo em torno de 60 e 120 km de espessura, a superfície de Ceres provavelmente mudou mais dramaticamente ao longo do tempo que a de Vesta, apagando muito de sua história recente.

Mas enquanto Ceres não pode fornecer uma janela para o passado da formação planetária, ele poderá ensinar aos cientistas sobre o papel que a água desempenhou na evolução planetária desde então. Por exemplo, por quê alguns mundos rochosos como Ceres e Terra abrigam uma grande quantidade de água, enquanto outros, como Vesta, terminaram secos?

"Vesta nos dirá sobre o passado longínquo, e Ceres irá nos falar sobre o que aconteceu depois," disse Russell. Juntos, eles oferecem duas histórias singulares do passado do nosso sistema solar e muitas lições sobre como os planetas se formaram.
Texto traduzido do site da NASA- http://science.nasa.gov